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domingo, 4 de maio de 2008

Dupla sai do banco, marca, e Fla é campeão

Joel coloca Obina e Tardelli no intervalo, e os dois garantem 30º título carioca da equipe

A estrela de Joel Santana mais uma vez brilhou no Maracanã. Não apenas a estrela, mas a capacidade do treinador, seis vezes campeão do Rio de Janeiro. No intervalo, com o Flamengo perdendo a decisão do Carioca-2008 para o Botafogo por 1 a 0, o treinador colocou Obina e Diego Tardelli em campo. E os dois atacantes foram responsáveis diretos pela virada do time. A vitória por 3 a 1 neste domingo, no Maracanã, assegurou ao clube da Gávea o 30º título estadual (assista aos gols da partida no vídeo acima). Com o resultado, o Fla se iguala ao Fluminense no topo do ranking de conquistas estaduais.

A partida decisiva começou ao melhor estilo Botafogo x Flamengo: muitos lances ríspidos e alta velocidade. Os ânimos estavam exaltados, e as reclamações dos jogadores com o árbitro eram constantes. Diante da necessidade da vitória, o Alvinegro tomava a iniciativa do ataque. Mas a tática deixava muitas vezes o time exposto. E foi dessa forma que o Flamengo teve o primeiro lance de grande perigo. Aos 12 minutos, Marcinho partiu em contra-ataque pela direita e cruzou rasteiro. Na cara do gol, Ibson furou diante de Renan.

O Botafogo tinha como principais armas a velocidade e o toque de bola de Jorge Henrique e Wellington Paulista. O artilheiro, aliás, não tinha vida fácil. Tanto que até no momento de ir à beira do campo ouvir as instruções do técnico Cuca e beber água, era seguido por Jaílton, que foi titular no lugar de Kleberson.

Alexandre Durão

Mas se estava difícil construir jogadas na frente da área do Flamengo, que tinha uma defesa reforçada, o jeito era apostar nas jogadas de bola parada. E foi dessa forma que o Botafogo abriu o placar aos 23 minutos. Lucio Flavio cobrou falta na área, na direção de Wellington Paulista. O atacante não alcançou a bola, que ficaria fácil para o Bruno. Mas ao tentar encaixar, o goleiro rubro-negro, em seu centésimo jogo pelo clube, engoliu um frangaço.

O gol mudou a cara da partida. Imediatamente, o Flamengo adotou uma postura mais ofensiva, sem esperar os ataques do Botafogo. E aos 26 minutos, o Rubro-Negro teve outra boa chance. Leonardo Moura cobrou falta na área, e a defesa alvinegra tirou. A bola sobrou para Cristian, que, na meia-lua, chutou, obrigando Renan a espalmar no ângulo direito.

André Durão

A partir de então, a torcida do Flamengo vez valer a sua maioria destacada no Maracanã, evocando o grito de “raça, amor e paixão” para empurrar a equipe. Do outro lado, os alvinegros misturavam confiança e apreensão diante dos ataques mais constantes do time rubro-negro.

À beira do campo, Joel se esgoelava com o quarto árbitro, reclamando das faltas marcadas contra o Flamengo. Cuca não ficava atrás, arrancando os cabelos toda vez que seus jogadores perdiam bolas fáceis, propiciando contra-ataques ao adversário. Irritada também estava a torcida do Fla, que vaiou Ibson após uma seqüência de erros do camisa 7.

O Botafogo tem fama de ser um clube supersticioso. Mas na volta das duas equipes após o intervalo, Bruno apareceu com uma camisa diferente da havia usado até então. No lugar do 001 (em alusão aos cem jogos pelo Flamengo), o goleiro vestiu o tradicional 1. Mas esta não foi a maior surpresa. O Rubro-Negro entrou em campo com Obina e Diego Tardelli nas vagas de Ibson e Cristian, respectivamente. Uma tática ousada de Joel Santana, com quatro atacantes em campo.

Ousada, mas eficiente. Logo aos três minutos, o Flamengo chegou ao empate. Juan cobrou falta na área, e Obina se ajoelhou para tocar de cabeça e fazer 1 a 1. Com a torcida rubro-negra incendiada, o time se manteve ofensivo, pressionando o Botafogo. Para tentar a reação, Cuca colocou em campo Fábio no lugar de Zé Carlos.

Aos 16 minutos, uma seqüência de jogadas parou o Maracanã. Depois de uma cobrança de escanteio do Botafogo, a defesa tirou e a bola sobrou na entrada da área para Jorge Henrique, que emendou de primeira, obrigando Bruno a fazer uma grande defesa. Em seguida, Diego Tardelli puxou um contra-ataque com muita habilidade. O atacante deixou dois adversário para trás, entrou na área e tentou encobrir Renan, que desviou para escanteio.

André Durão

O Flamengo continuava a se aproveitar dos espaços deixados pelo Botafogo para encaixar contra-ataques. Aos 21 minutos, Obina deu lindo passe para Marcinho, que chutou. Renan ainda desviou, e a bola tocou no travessão. Do outro lado, o Alvinegro não conseguiu ganhar criatividade no meio-campo, mesmo com a entrada de Adriano Felício no lugar de Diguinho. E num desses contra-ataques, o Botafogo sofreu outro importante baque, com a expulsão de Renato Silva, que levou o segundo cartão amarelo após falta em Juan aos 30 minutos.

Mas o golpe de misericórdia veio aos 36 minutos, quando Diego Tardelli, que fez o gol do título da Taça Guanabara contra o mesmo Botafogo, marcou o segundo do Rubro-Negro, chutando no contrapé do goleiro Renan após bela jogada de Juan pela esquerda.

A partir de então, o que se viu foi a festa dos reservas do Flamengo enquanto a bola rolava. A torcida gritava “Mamãe eu quero”, ironizando as reclamações dos alvinegros sobre a arbitragem na final da Taça GB. Do outro lado, alguns torcedores do Botafogo protagonizavam uma briga nas cadeiras inferiores.

Os rubro-negros já gritavam "bicampeão". Mas ainda havia tempo para o terceiro gol. Com a participação direta da dupla 'pé quente'. Diego Tardelli arrancou pela esquerda e cruzou para Obina completar para a rede aos 46. Festa completa da torcida rubro-negra no Maracanã.

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